Com relação ao tempo, uma cicatriz pode ser madura (são claras, planas e sem relevo) ou recente / imatura (são avermelhadas com um discreto relevo, podem ter prurido ou dor, amadurecem com o tempo, com diminuição do relevo). Com relação ao formato, podem ser: Atrófica: são geralmente pequenas depressões, arredondadas, enrugadas, abaixo da superfície da pele. Geralmente se formam após acne ou varicela, por destruição do tecido conjuntivo. Hipertróficas: podem aumentar de tamanho em 3 a 6 meses e depois começar a regredir. Quando maduras possuem relevo elevado, com aparência de uma corda e mais larga que a incisão original, ocorre nas semanas seguintes ao trauma ou cirurgia. Clinicamente são vermelhas, inflamadas, elevadas, espessas e podem apresentar prurido ou dor. A maturação se conclui ao redor de 2 anos e tipicamente ocorrem depois de uma queimadura no tronco e nas extremidades, podendo melhorar após excisão cirúrgica. Quelóides: são cicatrizes espessas, arredondadas, agrupamentos irregulares de tecido cicatricial que ultrapassam as margens da ferida original e invadem a pele ao redor. Ocorrem em qualquer idade, se desenvolvem em jovens e negros mais rapidamente. Há predisposição genética para seu surgimento e desfiguram a área por causa do tamanho e cor (são mais escuras). Elas seguem crescendo ao longo do tempo e não evoluem espontaneamente, podendo aparecer anos depois do traumatismo. Geralmente ocorrem após uma incisão cirúrgica. Entre as terapêuticas usuais para tratamento de cicatrizes encontramos: esteróides intralesionais, cirurgia, radioterapia, retinóides, radiação UV tipo A, presoterapia, micropore, crioterapia, laser, interferon, 5- fluoruracila, bleomicina e placas de silicone. |