Em 13 de abril de 2010 entrou em vigor a sexta edição do Código de Ética Médica. Após dois anos de amplos debates, o novo código visa dar mais harmonia na relação médico-paciente. Assim como os pacientes, que terão mais autonomia, o médico também será mais valorizado pelo novo código. Poderá se recusar, por exemplo, a exercer a medicina em locais que não ofereçam condições adequadas de trabalho, que podem prejudicar sua própria saúde e a saúde dos pacientes.
“O Código de Ética Médica nasce agora revisado, atualizado, para aprimorar o exercício da medicina e é dedicado a todos nós que fazemos medicina e aos nossos pacientes,” ressaltou o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D´Ávila.
Para Eduardo Santana - 2º vice-presidente da FENAM - o novo código propicia o amplo exercício da cidadania dos médicos, pacientes e suas famílias. "É um código cidadão, que nas suas conclusões possibilita a libertação do paciente, fazendo com que ele deixe de ser esse individuo paciente para ser um individuo ativo na relação médico- paciente."
O novo código também é considerado democrático. A Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica fez questão de ouvir a opinião dos profissionais de todo o país. Durante os dois anos de trabalho da Comissão, um período foi destinado a receber, pela internet, sugestões de médicos e da sociedade civil, propondo alterações para o novo código. Foram enviadas mais de 2.600 contribuições.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou que o código está sintonizado com os novos tempos. "É um código humanizado, que cuida das relações com as pessoas e dos avanços científicos e tem o apoio do Ministério."
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